sexta-feira, 16 de novembro de 2012

QUAL A DIFERENÇA ENTRE CALOR E TEMPERATURA ?

É comum confundir calor e temperatura como conceitos equivalentes, ou imaginar que o calor pode ser armazenado. Calor é o nome dado à energia térmica quando ela é transferida de um corpo a outro, motivada por uma diferença de temperatura entre os corpos. É energia térmica em trânsito. No verão, um lago pode armazenar energia térmica durante o dia e transferi-la ao ambiente à noite na forma de calor.

Temperatura é a grandeza física que permite medir quanto um corpo está quente ou frio. Está relacionada à energia cinética das partículas de um corpo, à energia de movimento das partículas. A chama de uma vela pode estar numa temperatura mais alta que a água do lago, mas o lago tem mais energia térmica para ceder ao ambiente na forma de calor.

Pelo tato temos a sensação de que um corpo está frio ou quente. Mas essa sensação pode ser enganosa, pois utilizamos parâmetros individuais, ou seja, quente e frio são conceitos relativos. Para evitar isso, criou-se um conceito chamado temperatura. A fim de entendê-lo, vamos lembrar que toda matéria é composta de moléculas que vibram permanentemente e, portanto, têm energia cinética. Este movimento ocorre dentro da matéria, e por isso esta energia também é chamada de interna. A temperatura de qualquer objeto está relacionada com a velocidade com que as moléculas se “mexem”. Quando elas se movem depressa, o corpo está a uma temperatura mais elevada. Quando se movem mais devagar, está a uma temperatura mais baixa. Portanto, a temperatura de um material está relacionada com a energia cinética de suas moléculas. Pode-se dizer também que quanto maior a energia interna de um corpo, maior a sua temperatura. Ao se colocar em contato dois corpos que estão em temperaturas diferentes, o mais frio esquenta e o mais quente esfria, porque há entre eles uma transferência de energia.

A energia transferida entre corpos de diferentes temperaturas chama-se calor.

A transferência de calor de um corpo para outro ocorre até que os dois atinjam a mesma temperatura, ou seja, entrem em equilíbrio térmico.

Termômetros são os aparelhos que servem para medir a temperatura dos corpos. Os mais conhecidos são os que se baseiam nas variações que o calor provoca em líquidos termométricos, como o mercúrio, por exemplo.

Líquidos termométricos são os que alcançam o equilíbrio térmico com os corpos cuja temperatura está sendo medida.

Esses termômetros são formados por um depósito de vidro e um tubo muito fino, chamado capilar, por onde o líquido sobe ao ganhar volume pelo aumento de temperatura.

Por se tratar de instrumentos de medida, os termômetros têm uma escala graduada. A  graduação se dá a partir de dois pontos fixos, correspondentes a dois fenômenos bem conhecidos: a fusão do gelo e a ebulição da água. O intervalo de temperatura existente entre eles é dividido em certo número de partes, denominadas graus. Entre as escalas elaboradas, três são as mais conhecidas: a Celsius (oC), que é a mais utilizada, a Fahrenheit (oF), usada nos países anglo-saxões  e a Kelvin (K) ou absoluta, mais empregada em trabalhos científicos.
TEMPERATURA

ð Euritérmicos (eurys = largo): suportam larga variação de temperatura externa.
ð Estenotérmicos (estenos = estreito): não suportam larga variação de temperatura externa.

É também um fator importante para a fotossíntese e para a vida. O metabolismo de um animal retarda com o calor – o meio, estando quente, o animal tem que produzir pouca energia a fim de que a sua temperatura corporal seja constante – e acelera com o frio (nos homeotérmicos).

ð Homeotérmicos (homoios = semelhante; thermos = calor) têm temperatura interna constante, pouco variando com a externa. Exs.: mamíferos e aves.
Por mais que a temperatura do meio varie, a temperatura corporal dos homeotermos (aves e mamíferos) se mantém constante. O centro nervoso que regula a temperatura corpórea é o HIPOTÁLAMO.

Hibernação: certos seres homeotermos reduzem sua temperatura quando diminui a temperatura ambiente, reduzindo também suas atividades vitais. É o chamado sono hibernal ou hibernação (morcegos, marmotas, ouriços).
Durante o sono hibernal, decresce extraordinariamente toda a atividade vital desses animais; sua temperatura baixa até ser um pouco superior à do ar existente em suas tocas; seu pulso torna-se mais lento e a respiração entrecortada. Nutrem-se então de gordura que acumularam sob a pele durante o outono e, inativos, consomem-na vagarosamente, exigindo menor quantidade de oxigênio para a sua oxidação.
O urso, na verdade, não faz hibernação verdadeira (falso hibernante), porque, uma vez tocado, ele acorda do sono hibernal e a sua temperatura não diminui tão intensamente como a dos hibernantes verdadeiros, além de que o seu metabolismo corporal não sofre significativa redução.
ð Pecilotérmicos (poikilos = variável) ou Heterotérmicos ou Poiquilotermos: são animais cuja temperatura interna é variável de acordo com o meio ambiente. Ex.: invertebrados, peixes, anfíbios e répteis. Os vegetais, de modo geral, são também aqui colocados. São os ditos seres de vida  “oscilante”.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

RELAÇÃO CANDIDATO-VAGA: UNESP


    A Universidade Estadual Paulista (UNESP) divulgou a relação candidato/vaga do Vestibular 2013.
   Como é de se esperar o curso de Medicina - Botucatu é o mais concorrido deste ano, com 185,3 candidatos por vaga. Na área de Exatas, o curso de Engenharia Química - Araraquara conta com 57,8 candidatos por vaga e na área de Humanidades, o curso de Arquitetura e Urbanismo - Bauru tem 48,4 candidatos por vaga.
   Lembrando que a prova da primeira fase será realizada no dia 18 de novembro.
    Para conferir a relação de candidatos/vaga acesse: www.vunesp.com.br.

Fonte: Seja Bixo

domingo, 11 de novembro de 2012

Matemática Incrível



Como estudar em Harvard

            Que tal "turbinar" seu currículo com uma das melhores e mais célebres faculdades do mundo?

Harvard? Sim, parece um sonho distante e inalcançável, mas ela está cada vez mais acessível. Como? Através da Harvard Extension School. Qualquer um pode se inscrever nesta faculdade. Lá, você pode fazer cursos extensivos, graduação, pós, MBA e mestrado.
Mas qual a diferença da Harvard Extension School com Harvard normal? A Escola de Extensão de Harvard é uma das 13 faculdades que fazem parte da Universidade de Harvard. Da mesma forma que, no Brasil, as universidades públicas têm diferentes faculdades.
Mas a grande diferença desta faculdade com a grande Harvard é que qualquer um pode se inscrever, de acordo com o número de vagas. Ou seja, é aceito aquele que manifesta sua intenção de entrar na faculdade primeiro, até todas as vagas serem preenchidas. Primeiramente, você faz três aulas mais gerais e depois se inscreve para um dos cursos que a faculdade oferece, nos quais você terá aulas mais específicas.
No final das 3 aulas, para que você possa passar para as específicas, você precisa de uma redação e boas notas nas aulas gerais. Mas não se iluda, a faculdade é rigorosa. É realmente mais fácil de entrar do que da maneira convencional, mas a cobrança dentro será tão grande quanto nas outras faculdades de Harvard.
Entenda que a Harvard Extension School é mais focada em cursos de extensão, não para graduações, embora você possa combinar currículos e fazer graduação lá. É uma ótima dica para estrangeiros, já que as notas no TOEFL e SAT's devem sera altíssimas para ser aceito em Harvard. Um estudante de outro país terá maior dificuldade com estas provas pelas quais os americanos passam.
Por isso, é interessante que, uma vez que o estudante brasileiro já entenda bem a graduação que faz no País, faça uma especialização fora. Esta faculdade em Harvard é uma boa opção pra quem entende bem o que estuda, mas não tem um inglês beirando a perfeição para enfrentar o "vestibular" da universidade mais famosa do mundo.
Enfim, você terá uma última aula de integração disciplinar. Ou seja, ela ajudará a entender todas as 11 aulas que você teve ao longo do curso. E, claro, ela será a mais rígida. A aposta desta faculdade é que os estudantes estudem menos para ingressar na faculdade e mais durante o curso.
Além disso, na Harvard Extension School, você ganha o mesmo diploma que um outro aluno de outra faculdade ganharia e você terá todos os benefícios de estudar numa das melhores universidades do mundo. A vida universitária, a liga esportiva, os seminários incríveis, professores especializados, etc.
Os mestrados oferecidos pela Harvard Extension School são das seguintes áreas:
- Antropologia e arqueologia
- Biologia
- Língua e literatura celta
- Psicologia
- Artes dramáticas
- Inglês
- Literatura, língua e cultura estrangeira
- Estudos sobre governabilidade (Government)
- História
- História da ciência
- Relações Internacionais
- Estudos legais
- Linguística
- Literatura e escrita criativa
- Estudos medievais
- Estudos sobre o Oriente Médio
- Teologia
- Artes visuais
- Biotecnologia
- Tecnologia da Informação
- Jornalismo
- Administração
- Matemática para professores
- Museologia
- Administração com foco em sustentabilidade e meio-ambiente
A última dica que oferecemos é sobre como pagar para estudar em Harvard. Cada aula pode variar de 900 a 2000 dólares. Sim, é caro. Por isso, aconselhamos que trabalhe na faculdade. O preço delas cai para 40 dólares cada. Conseguir um emprego em Harvard não é uma tarefa fácil, mas é um lugar incrível para estudar, trabalhar e crescer.
Confira mais informações sobre a Harvard Extension School aqui. 

FÓRMULAS E DICAS


Mecânica

Termologia   
Óptica

Ondulatória

Eletromagnetismo


Vídeo mostra novidades da física de colisões de automóveis da CryEngine 3


Você já viu aqui no blog um vídeo mostrando o desenvolvimento de uma nova e realista forma de criar colisões de veículos em jogos, projeto mostrado pela produtora BeamNG, que faz uso da tecnologia CryEngine 3.A empresa responsável pela novidade divulgou recentemente um novo vídeo. 
Nas cenas, é possível ver uma física de jogo usando o potencial de vários núcleos de processamento para simular os veículos em ação. Quedas, capotamentos e colisões verdadeiramente insanas acontecem a mais de 60 quadros por segundo.
Na descrição do vídeo no YouTube, a BeamNG relata um ponto importante: caso você ache que os carros quicam demais, lembre-se de que foram usados cálculos reais para chegar a esses movimentos. A produtora afirma ainda que a estranheza pelo suposto exagero nos movimentos pode vir do fato de que quase nunca veículos reais são “testados” de uma forma tão intensa assim.
Mesmo com o fato de os carros parecerem de papel, esse motor de colisão poderia ser usado em jogos de corrida, ou também de mundo aberto, assim como seria uma boa a Rockstar adotar a física no próximo game da produtora, Grand Theft Auto V.
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FISICA: BLOGS NOTA DEZ











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Blog de física e matemática em diversos níveis, separados por categorias, Rookie (divulgação científica), Geek (para quem cursa faculdades de exatas) e Hardcore (para quem é familiarizado com bras e kets, epsilons e deltas).





Específica de Física

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Imperativo Científico 

Blog destinado a amantes da ciência em geral.








Este é um blog mantido pelos alunos do Instituto de Física Teórica da Unesp. Aqui você encontrará informações bastante enriquecedores e com um toque de bom humor. Vale a pena pesquisar os arquivos deste blog pois há excelentes links espalhados pelos textos.
















O blog O Universitário de Física é dedicado aos estudantes de Física e amantes da ciência em geral. O blog publica artigos e entrevistas com cientistas e escritores da área científica. Entre os entrevistados estão:
Eli Maor - Matemático, autor do livro E:A Estória de um Número
Steven Pollock - Físico, autor de audiobooks e do livro multimídia Thinkwell Physics I
Clint Sprott - Físico, apresentador do show The Wonders of Physics
James Burke - Criador da série de TV Connections (Discovery Channel)
Walter Lewin - Físico, Professor de Física do MIT
Peter Atkins - Químico, autor de livros didáticos e de divulgação científica
John R. Taylor - Físico, ganhador do prêmio Emmy pela série de TV Physics 4 Fun
Luís Carlos de Menezes - Físico brasileiro especializado em educação
Paul Hewitt - Físico, autor do livro Física Conceitualópi


Tópicos de Física Moderna. Astronomia,Olimpíadas, Entidades, sites pessoais, links para blogs, entre outras coisas.





Recursos educativos da comunidade Internet e Educação. Ferramentas para blogs, dicas de informática, e-learning, tutoriais e muito mais.




Divulgação de blogs em português sobre ciência.

Coisas vistas e malvistas no mundo da pesquisa, com lupa especial para biotecnologias e ecologias.


Um local para se comentar e discutir sobre Ciência, em particular a Física e a Astronomia.


Novidades em gravitação quântica, cordas e outras coisas interessantes em física.



Inúmeros links a diversos assuntos, tais como Arqueologia, Astronomia, Biologia, Evolução, Física, História, Matemática, Nanotecnologia, Neurociências, entre outros.


Lista com diversos blogs interessantes de Física do site scienceblogs.com.



Este blog mostra a parte divertida da boa matemática e critica o seu mau uso.



Um blog sobre Física, Política e Cultura Popular.



Blog produzido por cinco físicos e astrofísicos, que discorrem sobre física, arte, política, cultura, tecnologia, entre outras coisas.


Blog produzido por um biólogo, especialista em cronobiologia. Aqui ele tenta encontrar relações entre ciência, religião, cérebro, linguagem e sexo.


Blog produzido por um astrônomo, escritor e cético.



Uma seleção da Revista Nature dos 50 melhores blogs científicos.


Blog de Humor para Físicos criado por um "Quase-Físico".

5 invenções que contrariam as Leis da Física


     Líquido que reage ao magnetismo, fluido que se torna sólido e até transistores elásticos. Confira cinco materiais que parecem ter saído dos filmes de ficção científica.

Por Felipe Arruda em 14 de Novembro de 2011
A realidade é mesmo muito estranha. Dias atrás, publicamos um artigo sobre o polônio, um elemento químico que, apesar de muito letal, pode ser encontrado naturalmente no meio ambiente. Agora, preparamos uma lista com cinco invenções ou substâncias que chegam a ser mais esquisitas do que uma axila robótica. Vamos a elas.

Condutores elásticos

5 invenções que contrariam as Leis da FísicaCondutores elásticos oferecem avanços para "wearable computers" (Fonte da imagem: ntech.t.u-tokyo.ac.jp)
Já existem muitas notícias sobre os “wearable computers”, ou seja, gadgets ou computadores que podem ser usados como acessórios de moda ou peças de roupa. O Tecmundo já publicou, inclusive, uma galeria sobre esse assunto.
Mas pesquisadores japoneses resolveram levar esse conceito a um patamar muito maior. A “malha” exibida acima é, na verdade, um material elástico feito com nanotubos de carbono e capaz de conduzir energia elétrica por meio de transistores. Com ela seria possível construir máquinas completamente flexíveis, a ponto de serem esticadas até dobrarem de tamanho e voltarem ao normal sem que fossem danificadas.

Alumínio transparente

5 invenções que contrariam as Leis da FísicaLatas de refrigerante ficariam mais bonitas com alumínio transparente (Fonte da imagem: Dornob)
Imagine um material resistente como o aço e transparente como o vidro. Impossível? Não mais. Apesar de a ideia ter origem em um dos filmes de Jornada nas Estrelas, o alumínio transparente já é um produto real e, além disso, muito desejado pela indústria militar.
Em um mundo cada vez mais preocupado com a segurança, a existência de um alumínio transparente favorece o aparecimento de janelas mais resistentes a tiros ou grandes impactos, ideais para automóveis e aviões.

Ferrofluido

Imagine um líquido que pode reagir a campos magnéticos. Bizarro, não? Mas isso existe e tem o nome de “ferrofluido” ou “fluido magnético”. Graças às nanopartículas ferromagnéticas de hematita ou magnetita, esse material pode interagir com ímãs e assumir formas muito curiosas, como pode ser constatado no vídeo acima.
As aplicações do ferrofluido são bem variadas. Capaz de ser usada como redutora de atrito, a substância se torna muito conveniente para a engenharia mecânica. Além disso, a NASA tem estudado o uso do fluido magnético como base de um sistema de altitude para suas aeronaves. Ainda, como se não bastasse, a medicina pode usar o líquido como contraste em exames de ressonância magnética, ajudando, inclusive, na detecção de câncer.

Aerogel

Aerogel, um dos materiais mais leves e menos densos do mundo (Fonte da imagem: NASA - JPL)  Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/11504-aerogel-material-leve-como-o-ar-e-forte-como-o-aco.htm#ixzz1dQuI3CPo
Aerogel, um dos materiais mais leves e menos densos do mundo (Fonte da imagem: NASA - JPL)
Esse é o preferido da galera do Tecmundo. Já publicamos um artigo sobre ele, mas caso você não se lembre, o aerogel é um material leve como o ar, mas resistente como o aço. Além disso, a aparência desse material é tão futurista quanto à do ferrofluido.
Existem diversos usos práticos para o aerogel. A NASA, por exemplo, já usou o material para capturar partículas de poeira espacial, e o sólido serve como um ótimo isolante térmico, chegando a ser 39 vezes mais eficaz do que a melhor fibra de vidro térmica que existe atualmente.

Fluido não newtoniano

Grosso modo, podemos dizer que um fluido é considerado não newtoniano quando não tem uma viscosidade bem definida e pode se solidificar ao ser submetido a uma tensão. Um bom exemplo são aquelas piscinas cheias de água e amido de milho, usadas em alguns programas de auditório da televisão. Ao pisar fortemente sobre o líquido, ele se solidifica momentaneamente e o participante consegue correr sobre a “água”.
A indústria militar pretende usar esse tipo de comportamento em trajes de combates. A ideia é que a roupa especial seja suave e confortável durante a maior parte do tempo, mas que se enrijeça rapidamente ao receber o impacto de uma bala disparada pelo inimigo.
Pensando melhor, essa talvez seja uma boa ideia até mesmo para as vestimentas civis. Dessa forma, as pessoas ficam mais seguras e, ao mesmo tempo, continuam na moda.


Leia mais em:


http://www.tecmundo.com.br/fisica/15300-5-invencoes-que-contrariam-as-leis-da-fisica.htm#ixzz2BvA3WDBA

Teoria da relatividade


O objetivo deste post é falar um pouco sobre a Teoria da Relatividade. Muitas pessoas acham que essa teoria foi formulada totalmente por Albert Einstein. Contudo, assim como acontece em vários ramos da Física, Einstein usou trabalhos de outros cientistas, como do matemático Henri Poncaré e do físico Hendrik Lorentz. A Teoria da Relatividade é o conjunto de duas teorias: a Relatividade Restrita e a Relatividade Geral.
Na Teoria da Relatividade Restrita, Einstein mudou o conceito de espaço e tempo independentes usados por Newton por uma ideia de espaço-tempo como uma entidade geométrica. O espaço-tempo na relatividade tem quatro dimensões, uma temporal e três espaciais, nas quais as noções de geometria podem ser utilizadas. O termo “restrita” é usado porque ela é um caso especial do princípio da relatividade, no qual efeitos da gravidade são ignorados. Dez anos após a publicação da Teoria Restrita, Einstein publicou a Teria Geral da Relatividade, que é a versão especial integrada com os efeitos da gravitação.
Como produto da Teoria da Relatividade e com certeza a mais espetacular delas é a evidência de que o conteúdo em massa de uma partícula relaciona-se com o seu conteúdo em energia. Essa teoria previu que de uma massa pequena pode ser extraída uma energia gigantesca e a prova foram as bombas atômicas lançadas no Japão. A bomba atômica lançada em Hiroshima possuía cerca de 700 g de urânio, matou aproximadamente 70 mil pessoas e devastou nove quilômetros quadrados de área.
Equação proposta por Einstein que relaciona energia com a massa da matéria. Por Anders Sandberg. Licenciado por Creative Commons. Atribuição 2.0 Genérica.
Equação proposta por Einstein que relaciona energia com a massa da matéria.
Por Anders Sandberg. Licenciado por Creative Commons. Atribuição 2.0 Genérica.
Na Teoria da Relatividade Geral, temos como uma das bases o Princípio da Equivalência. Esse princípio diz que em um laboratório em queda livre num campo gravitacional as leis físicas são as mesmas que num referencial inercial na ausência do campo gravitacional. Como previsões desse princípio, temos: a trajetória da luz se curva na presença de fortes campos gravitacionais, a existência de ondas gravitacionais e dos buracos negros.
Luz se curvando em um sistema binário de estrelas. NASA/Tod Strohmayer (GSFC)/Dana Berry (Chandra X-Ray Observatory).
Luz se curvando em um sistema binário de estrelas. NASA/Tod Strohmayer (GSFC)/Dana Berry (Chandra X-Ray Observatory)
Pelo Princípio da Equivalência, Einstein verificou que a trajetória da luz se curva próximo a campos gravitacionais fortes. Mas como isso pode ocorrer? Então o fato de que a luz tem trajetória reta está errado? A resposta é que a luz tem sim trajetória reta, porém, durante o caminho, se encontrar um planeta com forte campo gravitacional, seu trajeto é desviado. Podemos pensar de forma bastante simples que o planeta atrai a luz provocando um desvio.
O grande problema para o princípio da Equivalência é que sua prova era bastante complicada. Einstein morreu sem ter prova concreta de sua teoria. Muitos acham que o Prêmio Nobel que ganhou em 1922 foi por causa da Teoria da Relatividade, quando na verdade ele foi devido à sua explicação dada ao efeito fotoelétrico. Contudo, sua teoria realmente foi comprovada com experimentos feitos na observação de estrelas durante o eclipse de 1919.
Por Marshal Mori Cavalheiro - Portal Educacional

Física computacional explica melhor a formação do arco-íris


A formação de um arco-íris é um fenômeno muito bonito. Suas cores e aspectos geométricos chamam a atenção das pessoas. Contudo, saber com precisão onde e quando haverá uma formação é a grande dificuldade encontrada pelos cientistas para estudá-los.
Mas, com a evolução computacional, utilizando a realidade virtual e simuladores, os pesquisadores desenvolveram uma solução que pode ajudar. Uma equipe de cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, simulou em computador todos os tipos de arco-íris já observados na natureza. Isso está permitindo aos físicos responder a questões importantes, que antes eram apenas suposições, sem método de confirmação científica.
Uma técnica aperfeiçoada e detalhada da interação da luz com as gotículas de água possibilitou aos cientistas criar uma grande variedade de tipos de arco-íris. Nas simulações, eles obtiveram desde os mais simples até os mais raros arco-íris, como os gêmeos, que é quando um primário se divide em dois. No entanto, desde o início da pesquisa os estudiosos não conseguiam explicar a formação de todos os tipos, supondo que as gotas de água tinham a forma esférica. Esse fato forçou os cientistas a voltarem-se para uma pesquisa mais básica. A confirmação que obtiveram foi de que, quando as gotículas de água descem pela atmosfera, a pressão do ar achata ligeiramente sua base, o que derrubou o pressuposto de que elas eram esferas perfeitas. Quando aplicaram essa nova descoberta, o programa conseguiu simular todos os tipos de arco-íris documentados.
Formação simples de arco-íris. Por Andy Arthur. Licenciado por Creative Commons. Atribuição 2.0 Genérica.
 Formação simples de arco-íris. Por Andy Arthur. Licenciado por Creative Commons. Atribuição 2.0 Genérica.
A explicação do fenômeno da formação de um arco-íris é bastante conhecida: um feixe de luz incide sobre uma gotícula de água. Parte dele é refletida, e parte é refratada. Tanto os feixes refletidos como os refratados no interior das gotículas que se concentram no chamado ângulo de arco-íris geram a formação espectral das cores que vemos. Porém, os arco-íris variam bastante na aparência, devido ao tamanho e ao formato das gotas de água, segundo os dados apresentados pelos pesquisadores.
Ocorrência de um arco-íris. Por Puuikibeach. Licenciado por Creative Commons. Atribuição 2.0 Genérica.
Ocorrência de arco-íris. Por Puuikibeach. Licenciado por Creative Commons. Atribuição 2.0 Genérica.
Os físicos que desenvolveram a pesquisa sabem que a formação de um arco-íris vai muito além de um algoritmo e de computação gráfica. No entanto, esse método gerou um quadro que se aproxima bastante de um arco-íris real. Apesar do interesse de concentrar-se no estudo da física envolvida no arco-íris, os cientistas pensam em licenciar o código completo para utilização em filmes e jogos de computador, para que tenham imagens mais reais.

Por Marshal Mori Cavalheiro - Portal Educacional

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

ENEM 2012 - GABARITOS OFICIAIS


Prova Enem 2012 - Gabaritos

"Bóson de Higgs não explica tudo", afirma seu criador

Peter Higgs na Universidade de Edimburgo, na Escócia
Peter Higgs na Universidade de Edimburgo, na Escócia (David Noir/Reuters)
Em palestra, Peter Higgs, que formulou há quase 50 anos a teoria do bóson, diz que o achado é o começo de um novo caminho para a física.
Leia em:

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/boson-de-higgs-nao-explica-tudo-afirma-seu-criador

terça-feira, 6 de novembro de 2012

SUPER AULAS PARA FUVEST

PROJETO FUVEST E UNICAMP 
PARCERIA POSITIVO E ESTADÃO

REPRODUÇÃO

POSITIVO E ESTADÃO

SUPER AULAS PARA FUVEST

Confira revisão de física e português



Fonte: Estadão.com.br/Educação

domingo, 4 de novembro de 2012

Para professores, prova do Enem 2012 teve questões bem elaboradas e exigiu mais conteúdo

Do UOL, em São Paulo


A prova do primeiro dia do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) trouxe enunciados mais curtos do que os da prova de 2011, porém exigiu mais conteúdo do candidato. Essa é a avaliação feita pelos professores ouvidos pelo UOL Educação.
“Os enunciados foram um pouco mais curtos. É uma evolução porque antes o candidato não tinha tempo para ler tudo e fazer a prova”, avaliou Luís Ricardo Arruda, coordenador geral do Anglo.
Em relação ao conteúdo, a prova do sábado foi mais abrangente e explorou conteúdos de todo o currículo escolar com interdisciplinaridade. "É a primeira versão em que conseguem atingir grandes objetivos – domínios de conteúdos essenciais e avaliar habilidades e competências", considera Célio Tasinafo, diretor pedagógico da Oficina do Estudante.


A prova de ciências da natureza exigiu do candidato contas e mais conteúdo de física, química e biologia do que em anos anteriores. “Uma prova um pouco mais exigente que a do ano passado. Manteve certo padrão de cobrar conceitos e teve um terço da prova com cálculo”, afirma Alexandre Lopes Moreno, professor de Física do Etapa.
O professor Ricardo Helou Doca, do Curso e Colégio Objetivo, aponta problemas de formulação em duas questões, sendo que uma delas seria passível de anulação para o professor. “Se o aluno usa todos os dados presentes no enunciado percebe uma inconsistência e não chega à resposta”, afirma.
UOL - O melhor conteúdo